Pareceu-me ver-te no fim da Avenida, ontem, as 23:52h. Decidi chamar por ti ‘Poeta!‘. E tu, olhas-te. Mas não foi com aquele olhar que eu conheço melhor que ninguém, estavas triste, desesperado. disse ‘Vem!‘, e tu apenas respondeste ‘Ajuda-me, por favor!‘, ‘Como? Como te ajudo? Como? Vem, diz-me. Como te ajudo? Diz-me‘. Tu, mais uma vez apenas disseste ‘Não me deixes agora, preciso de ti. Ajuda-me‘. E ficamos assim, neste impasse, onde segundos parecem horas. Senti-me inútil, sabendo que estavas ali, a pedir-me ajuda e eu sem conseguir fazer nada. Tentei dar um passo em frente, correr para ti mas não consegui mover-me, a dor que sentia ao ver-te ali imobilizava-me completamente, era mais forte que eu. ‘E agora, que faço eu?‘, lembro-me de pensar. Pensei em desistir, em virar as costas e voltar a casa, mas não. Ficámos assim, horas e horas, até que de repente, vens, abraças-me e dizes ‘obrigada por me teres salvo, devo-te tudo‘.
/por Raquel
segunda-feira, 7 de julho de 2008
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2 comentários:
boa escrita :)
as vezes e tao dificil. mas apenas estar ali fisicamente significa tanto. depois de passar algum tempo apercebemo-nos que aqueles momentos de silencio apesar d dificeis e dilacerados pelo sofrimento foram especiais. /claudia
Wow, sem palavras para este :o
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